Fotos: Divulgação / reprodução
A forte chuva que caiu em Chapecó não espantou o público que aguardava desde cedo a chegada dos caixões vindos de Medellín, na Colômbia, em duas aeronaves C-130 Hércules da Força Aérea Brasileira (FAB)
Os corpos de cinquenta das vítimas da queda do avião do time da Chapecoense foram recebidos neste sábado no estádio Arena Condá e carregados por oficiais do exército para uma área coberta dentro do gramado e entregue aos familiares.
A forte chuva que caía em Chapecó não espantou o público que aguardava desde cedo a chegada dos caixões vindos de Medellín, na Colômbia, em duas aeronaves C-130 Hércules da Força Aérea Brasileira (FAB). As arquibancadas estavam lotadas de torcedores que, emocionados, se abrigaram debaixo de capas e guarda-chuvas.
Em várias partes do estádio que recebeu o funeral coletivo observou-se faixas em agradecimento ao povo da Colômbia, país onde ocorreu o acidente e que prestou o atendimento e o resgate das vítimas. Na última quarta-feira, uma cerimônia muito emocionante em homenagem às vítimas foi realizada no estádio do Atlético Nacional, em Medellín, exatamente no horário em que seria disputada a final da Copa Sul-Americana contra o time brasileiro.
Alguns torcedores levaram à Arena Condá, inclusive, a bandeira colombiana. “Colombia, gracias por todo”, é o que diz uma das faixas. Outra, em inglês, diz “A todo mundo, o que nos resta é agradecer”.
Dois portões foram reservados para os torcedores que não paravam de gritar e cantar músicas que tanto apoiaram o time durante os jogos e neste sábado viraram homenagens. Também o velório recebeu representantes de dezenas de times brasileiros de outras partas do mundo, além de autoridades brasileiras.
Também os corpos dos jornalistas e outros passageiros que estavam no avião que caiu na Colombia foram velados em suas respectivas cidade ou agremiações com o mesmo clima de comoção.
Relembrando a tragédia
O time da Chapecoense embarcou para a Colômbia na segunda-feira para disputar a primeira partida da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, que estava marcada para quarta-feira (30). Inicialmente, o voo iria diretamente de Guarulhos (SP) para Medellín, mas o voo foi vetado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
O avião da LaMia, matrícula CP2933, que levava a delegação da Chapecoense para Medellín, na Colômbia, caiu na madrugada de terça-feira (29) a poucos quilômetros da cidade colombiana, deixando 71 mortos e 7 feridos.
Avião decolou de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, com destino a Medellín com a delegação do time, jornalistas e convidados. Segundo as autoridades colombianas, a lista do voo tinha 81 nomes: 72 passageiros e 9 tripulantes. No entanto, a relação inclui quatro pessoas que não embarcaram e estão vivas.
O Comitê de Operação de Emergência (COE) e a gerência do aeroporto informaram que a aeronave se declarou em emergência por falha técnica às 22h (local) entre as cidades de Ceja e La Unión. A aeronave perdeu contato com a torre de controle às 22h15 (1h15 na hora de Brasília), entre as cidades de La Ceja e Abejorral e caiu ao se aproximar do Aeroporto José Maria Córdova, em Rionegro, perto de Medellín.
Uma operação de emergência foi ativada para atender ao acidente. A Força Aérea Colombiana dispôs helicópteros para ajudar em trabalhos de resgate dos 71 corpos e dos 6 sobreviventes. Autoridades da Aeronáutica Civil da Colômbia confirmaram que o avião que transportava a equipe da Chapecoense para Medellín caiu sem "uma gota de combustível".